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OE. PAN pede primeiro-ministro disponível para "criar pontes" e não escolher "trincheiras"

OE. PAN pede primeiro-ministro disponível para "criar pontes" e não escolher "trincheiras"

A poucas semanas de arrancar o debate sobre o Orçamento do Estado (OE), a porta-voz do PAN desafia o primeiro-ministro a dialogar e a “criar pontes” com a oposição, em vez de “se colocar nas trincheiras que a extrema-direita está a procurar cavar” e que, defende a deputada única, “só prejudicam o país”.

RTP / Adicionar como fonte informativa
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Em declarações à RTP Antena 1, a propósito da rentrée do partido que se assinala esta quinta-feira com um evento no Funchal, na Madeira, Inês Sousa Real defende que Luís Montenegro “tem de começar a olhar país” e “menos para aquilo que a extrema direta anda a fazer” e que não representa as preocupações dos portugueses.

“O que não podemos continuar a ter é oportunidades perdidas. E neste momento este Governo goza do benefício de ter uma maior estabilidade do ponto de vista governativo, que de alguma forma lhe foi garantida com a rejeição de uma moção de censura recentemente”, refere a líder do PAN à rádio pública. 

Achamos que Luís Montenegro tem de estar disponível para fazer esse diálogo [com outras forças políticas] para criar pontes, ao invés de se colocar nas trincheiras que a extrema direita tem procurando cavar e que na verdade só prejudicam o país”.
O Pessoas Animais Natureza lança esta quinta-feira o novo ano político com a “Rota do Clima”, evento que se propõe a juntar academia, políticos e sociedade civil para debater as alterações climáticas e de onde Inês Sousa Real espera que saiam já propostas concretas. 

A porta-voz do PAN questiona as opções do Orçamento do Estado e sublinha que o partido vai insistir em bandeiras antigas, como a eliminação dos incentivos fiscais a grandes empresas poluentes.
“Nós vamos voltar a insistir, não só com o fim destas isenções sobre os produtos petrolíferos, até acompanhando aquilo que a União Europeia também já veio defender e adotar, como também que eles sejam revertidos para ajudar naquilo que é o reabastecimento da nossa linha de transportes públicos, em particular da ferrovia, mas também nas áreas metropolitanas”, afirma Inês Sousa Real.
“Não podemos deixar que seja a oposição interna a condicionar o papel do PAN”
A líder do PAN recusa também que a rentrée política fique "manchada" pela decisão do Tribunal Constitucional de invalidar a eleição dos órgãos dirigentes do partido, incluindo a sua reeleição como porta-voz. Em declarações à rádio pública, Inês Sousa Real diz respeitar aquilo que considera ser “uma decisão nem proporcional nem justa”. 

O partido irá debater em Comissão Política Nacional a possibilidade de criar “uma outra dinâmica de organização interna” que permita “ir ao encontro das preocupações do Tribunal Constitucional”, mas a porta-voz do PAN rejeita as críticas da oposição interna.
Nunca nenhuma direção esteve tão próxima do país e das distritais que tem como esta. Temos feito inúmeros quilómetros ao longo dos últimos anos, ao invés de estar só a legislar e a trabalhar, mesmo do ponto de vista interno, em gabinete fechado”, sublinha Inês Sousa Real.

“Os portugueses não querem saber de armas de arremesso das oposições internas, nomeadamente através de expedientes administrativos quando não conseguem organizar-se internamente sequer para apresentar ou para ganhar distritais ou para ganhar uma eleição no Congresso”, reforça a porta-voz do PAN em declarações à RTP Antena 1.
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